Hábitos de consumo alavancados dita mercado menos consumidor - Radio Tropical FM 99.1
(49) 3537.0980
Telefone
(49) 99104.0013
WhatsApp
Acompanhe
nas redes sociais

Região Hábitos de consumo alavancados dita mercado menos consumidor

Hábitos de consumo alavancados dita mercado menos consumidor

Os hábitos de consumo estão mudando, em especial pelo impacto da pandemia. O isolamento social trouxe novos costumes, sobretudo focados na saúde, bem-estar e no conforto. Em 2020, essa mudança de hábitos gerou aumentos de consumo em setores diversos, progressão que deve continuar para esse ano.

Um estudo realizado pela Mandalah, consultoria em inovação consciente, revelou que a pandemia acelerou tendências já existentes antes do vírus, como os conceitos de minimalismo, a sustentabilidade, o investimento em conforto e bem-estar, entre outros. A pesquisa sobre consumo consciente, nomeada CC+, trouxe dados importantes sobre o consumo dos brasileiros.

Os resultados também mostram que uma parcela das pessoas está mais criteriosa com o que consome, sobretudo no que diz à qualidade e quantidade. Outra parcela tem investido nas compras online durante a pandemia, de forma até mesmo compulsiva.

Entre os outros destaques, a pesquisa também ressalta que o consumo consciente é predominantemente feito por mulheres. Além disso, as periferias, que apresentaram um maior senso de comunidade e sustentabilidade. Para exemplificar os novos hábitos dos consumidores brasileiros, a pesquisa destacou 12 insights que direcionam o consumo do brasileiro atualmente. Confira:

1. Existo, logo me adapto

Um dos destaques do ser humano é a capacidade de adaptação. Não por acaso estamos no topo da cadeia alimentar e perpetuamos a nossa existência ao longo dos milhares de anos. A pandemia teve uma participação grande nessa capacidade de adaptação, visto que boa parte das ações foram adaptadas — ainda que a muito custo.

A pesquisa destaca que a meditação foi um dos recursos mais procurado pelas pessoas em 2020, tendo um aumento de 139% logo nos primeiros meses da pandemia, o que representa uma forma de consumo distinta.

2. Retorno à natureza

Outro destaque observado na pandemia foi a falta que a interação com a natureza causou às pessoas. Tendo em vista que o home-office foi difundido em larga escala, as pessoas se viram privadas de contato com a natureza. A partir disso, houve um aumento para o turismo ecológico, por exemplo, além do crescimento no número de pessoas que criaram plantas dentro de casa.

3. Mais conforto e bem-estar dentro de casa

Se teve algo crucial que a pandemia escancarou ao mundo todo foi o quanto o nosso lar pode ser desconfortável sem que nem percebamos isso. A necessidade de estar em isolamento social evidenciou espaços desconfortáveis dentro de casa e impulsionou a compra de móveis, eletrodomésticos e de pequenas reformas dentro da moradia. Além disso, em julho de 2020 subiram as buscas por produtos de skin care, tratamentos psicológicos e esportes, visto que a pauta do bem-estar ficou em alta.

4. Colocando a mão na massa

Uma outra mudança que a pandemia trouxe foi a adesão à cultura maker, do faça você mesmo. Muito ligadas à decoração e praticidade dentro de casa — fato que se conecta ao item anterior —, houve um aumento de 40% no volume de publicações Do It Yourself (DIY), que consiste em produtos que podem ser feitos por você mesmo. De acordo com a pesquisa da CC+, foram mais de 53 mil publicações durante a quarentena.

5. Senso de comunidade e pertencimento

Estar dentro de casa trouxe a muitas pessoas um maior senso de comunidade, sobretudo por dividir espaços com outras pessoas na maior parte do tempo. Essa sensação de pertencimento e colaboração comunitária também se fez bastante presente após a interação com os vizinhos e com o comércio local. O estudo destaca que houve mais de 739 mil menções sobre doações entre março e julho — um aumento de 139% quando comparado com o mesmo período, em 2019.

6. Menos industrial, mais artesanal

Com toda a pauta de bem-estar e saúde (física e mental), muitas pessoas passaram a se preocupar com o que comem. Isso trouxe um foco maior aos alimentos in natura, ao invés do consumo de produtos processados e ultra processados. Para além da alimentação, a cultura do artesanal também foi levada aos produtos de bens duráveis, visto que os consumidores passaram a desconfiar de grandes empresas e apostaram nos micro negócios. Dessa maneira, além do cliente ter maior garantia das ações ecológicas e sociais, há também a sensação de contribuir para o crescimento de um negócio menor, em oposição a aumentar ainda mais o faturamento de grandes empresas.

7. Potencialização do minimalismo

Entre as práticas do consumo consciente, muita gente percebeu que há produtos em excesso dentro de casa. De acordo com a pesquisa, os excessos da vida moderna têm deixado as pessoas sobrecarregadas e exaustas. Sendo assim, viver de forma mais leve e simples foi uma mudança considerável na vida de inúmeros brasileiros. A CC+ destaca que mais de 26 mil publicações sobre estilo de vida minimalista e essencialista foram publicadas nas redes sociais entre março e julho de 2020.

8. Necessidade de cozinhar em casa

Na pegada da alimentação saudável, a pandemia contribuiu (e muito!) para a produção de comida caseira. Além de garantir mais saúde e bem-estar, um outro motivo para o aumento da prática foi o peso no bolso: comer em casa é, afinal, mais barato. Esse hábito se tornou rotineiro para as pessoas e cada vez mais as pessoas preferem a comida feita em casa. O estudo da CC+ aponta que houve mais de 1,1 milhão de publicações nas redes sociais sobre receitas durante o isolamento social.

9. O boom das vendas online

Visto que a quarentena teve literalmente que fechar as lojas de rua, a adesão ao e-commerce foi recorde em 2020. O setor teve um crescimento de 75% durante a pandemia e até mesmo a criação de novas lojas circularam apenas de forma online. O levantamento da CC+ mostra que houve um aumento de 128% nas menções a “ter feito alguma compra online”.

10. Desejos e auto indulgência

Em contramão ao consumo consciente, a pandemia também teve impacto na saúde mental das pessoas. E uma das formas de compensação aos efeitos da quarentena foi aumentar o consumo, tanto pela facilidade quanto pelo conforto. A pesquisa mostra que a associação do termo “vinho” a “delivery”, por exemplo, foi 9x maior em 2020 do que no ano anterior, quando comparado o período entre março e julho.

11. Busca por saúde e bem-estar

Todas as buscas que estão relacionadas à saúde, até mesmo pela repercussão da pandemia, tiveram crescimento em 2020. Em especial as buscas por exercícios e atividades em casa, práticas saudáveis e focadas no autocuidado tiveram inúmeras menções nas redes sociais e foram difundidas até que se tornassem hábitos. Houve crescimento, por exemplo, na compra de cosméticos para a pele e no número de download de aplicativos relacionados à pauta do bem-estar.

12. Maior preocupação com a sustentabilidade

A pauta da sustentabilidade tem sido cada vez mais discutida nas redes sociais, sobretudo após o impacto da pandemia. Dessa forma, as ações de empresa e individuais ganharam força entre os consumidores e mudaram parte dos hábitos dentro e fora de casa. O levantamento da CC+ mostra que houve aumento na busca pelo termo “sustentabilidade” e produtos mais ecológicos ganharam destaque durante a quarentena, como coletores menstruais, shampoos em barra e canudos ecológicos.

Imagem de Free-Photos por Pixabay 

Veja as mais acessadas