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Governo aposta na vacinação para aquecer a economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está contando com a vacinação em massa para o retorno da atividade econômica no país.

     Durante uma reunião com representantes da Receita Federal em Brasília, o ministro comentou que o reforço na vacinação nos próximos meses deverá possibilitar uma volta segura da população ao trabalho. “Nós devemos, principalmente à camada mais vulnerável, não só essa camada de proteção que nós estamos dando, que é o Auxílio Emergencial, mas, fundamentalmente, a vacinação em massa nos próximos três, quatro meses, para que eles possam ter um retorno seguro ao trabalho. Essa é a nossa obrigação e faremos de tudo para cumpri-la”, diz Guedes.

     Para os próximos meses está prevista, também, as novas etapas do Auxílio Emergencial. Serão pagas mais quatro parcelas de R$250 a partir de abril, mas os valores podem mudar de acordo com a composição familiar do beneficiário. Mães chefes de família, por exemplo, vão receber mais, R$ 375 reais. Já quem mora sozinho terá um benefício de R$150 durante quatro meses. O próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou que o valor é pouco. No ano passado, foram pagas parcelas de R$600 e R$300. As mães chefes de família chegaram a sacar R$1.200 mil por parcela. 

O economista especialista em finanças, Marcos Melo, explica que o benefício poderia ser maior, mas o governo teria consequências. “O ideal era que se pudesse pagar mais, talvez um salário mínimo. Só que quanto mais se paga em auxílio individualmente para as pessoas, maior é a composição, maior é a dívida pública do país. Esse é o receio, porque não adianta você dar um auxílio agora e para as próximas gerações, a gente causar um problema por causa do aumento da dívida pública que vai causar mais
desemprego, mais aumento de inflação, mais aumento da taxa básica de juros. Então, é um equilíbrio que precisa ser feito”.

Para o economista, o valor não deverá ser o suficiente para manter o trabalhador em isolamento dentro de casa. “Provavelmente, alguns vão querer usar esses recursos para pagar dívidas. Outros, estão com a necessidade tão básica que, provavelmente, vão comprar comida. O que é importante é que o Auxílio Emergencial é pago para que as pessoas possam ter uma mínima condição de passar por este período de pandemia e, se possível, permanecer em casa”, explica o economista, ressaltando que R$ 250 não é suficiente para uma pessoa se alimentar ao longo de um mês inteiro.

   O Congresso Nacional aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que destina R$ 44 bilhões para a nova etapa do auxílio. No ano passado, o governo gastou aproximadamente R$ 260 bilhões com o programa. De acordo com o Ministério da Cidadania, 45 milhões de pessoas terão acesso ao auxílio este ano. No ano passado o benefício foi pago para mais de 68 milhões de brasileiros. 

Por Luis Ricardo Machado
Rede de Notícias Regional /Brasília
Crédito da foto: Agência Brasil

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