Boletim da Fiocruz indica queda de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave - Radio Tropical FM 99.1
(49) 3537.0980
Telefone
(49) 99104.0013
WhatsApp
Acompanhe
nas redes sociais

Mundo Boletim da Fiocruz indica queda de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Boletim da Fiocruz indica queda de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

A queda do indicador foi registrada em oito capitais a partir da segunda semana de janeiro: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

A nova edição do Boletim InfoGripe, realizado pela Fiocruz, indica sinal de queda de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em oito capitais a partir da segunda semana de janeiro: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).  Embora Manaus (AM) também apresente sinal de queda, os dados desta capital ainda apresentam impacto importante do represamento, de modo que essa sinalização pode estar subestimando o cenário atual. 

Entre os registros com resultados positivos para os vírus respiratórios, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos são em decorrência do novo coronavírus. Em nível nacional, a investigação indica que os casos notificados de SRAG no Brasil como um todo apresentam sinal de queda de longo prazo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas). No entanto, ainda há diferenças importantes no território nacional, com algumas capitais e regiões interioranas mantendo a retomada do crescimento.


 
Segundo o pesquisador em saúde pública da Fiocruz e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, esta é uma situação heterogênea que varia muito em função do comportamento da sociedade, que resulta na transmissibilidade.
 
“Quando olhamos para cada estado e vimos o que está acontecendo nas regiões observamos cenários distintos. Alguns locais ainda apresentam sinal de crescimento enquanto outras regiões têm queda. Por exemplo, Manaus passou por uma situação extremamente dramática e nas últimas semanas apresentou queda no número de novos casos”, pontuou.

RN: confirmadas novas variantes do coronavírus no estado

MG: Uberlândia entra na fase rígida do enfrentamento da Covid-19
 
A análise de tendência dos casos semanais de SRAG até a semana 5 para as macrorregiões de saúde, com base no município de notificação, mostra que em apenas 11 das 27 unidades federativas observa-se tendência de longo e curto prazo com sinal de queda ou estabilização em todas as respectivas macrorregiões de saúde.
 
O pesquisador destacou que, apesar dos dados, esta não é uma projeção do que vai acontecer nas próximas três semanas, mas sim do que aconteceu até o momento, que é um bom indicativo do que pode continuar ocorrendo nas próximas se nada for alterado no cenário. 
 
Em 16 estados, Amazonas, Pará, e Roraima (Norte), Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, e Pernambuco (Nordeste), Espírito Santo, Minas Gerais, e São Paulo (Sudeste), Rio Grande do Sul, e Santa Catarina (Sul), Goiás, Mato Grosso, e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste) há pelo menos uma macrorregião estadual com tendência de curto e/ou longo prazo com sinal moderado.
 
De acordo com Gomes, há uma série de fatores que podem gerar falsa impressão de queda como, por exemplo, o aumento no represamento de dados a partir de dezembro, o que reflete na demora para registro e divulgação de casos identificados nas unidades de saúde. “Tivemos muito represamento de dados no final do ano, começo de janeiro, e isso obviamente também tem um impacto nessas estimativas de casos recentes, isso pode gerar falsas estimativas, pode gerar falso sinal de queda”, avaliou. 
 
Desde 2020 até a presente atualização, foram reportados um total de 754.025 casos de SRAG. Destes, 56.175 são referentes ao ano epidemiológico 2021, sendo 28.816 (51,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 8.660 (15,4%) negativos, e ao menos 12.619 (22,5%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos, 0,0% Influenza A, 0,0% Influenza B, 0,5% Vírus Sincicial Respiratório (VSR), e 95,2% Sars-CoV-2 (Covid-19).
 
O Boletim destaca que os dados apresentados devem ser utilizados em combinação com demais indicadores relevantes, como a taxa de ocupação de leitos das respectivas regionais de saúde, por exemplo.



Fonte: Brasil 61

Veja as mais acessadas