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Santa Catarina ''Temos que isolar os doentes, não os saudáveis'', diz Daniela sobre ações do governo na pandemia

''Temos que isolar os doentes, não os saudáveis'', diz Daniela sobre ações do governo na pandemia

Daniela Reinehr (sem partido) se tornou nesta terça-feira (27) a primeira mulher a assumir como governadora de Santa Catarina. A então vice vai ocupar a cadeira durante o afastamento de Carlos Moisés da Silva (PSL), que em até 180 dias deve ter o processo de impeachment por causa da equiparação salarial dos procuradores do Estado julgado definitivamente.

A transição oficial começou com uma reunião de Daniela com o secretariado às 9h30min no Centro Administrativo do governo de SC. Na sequência, ela concedeu a primeira entrevista coletiva como governadora do Estado e acenou especialmente em direção ao diálogo com a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) — ponto crucial nas derrotas de Moisés.

Daniela destacou que o novo governo deve ser focado em "austeridade, simplicidade, integração, diálogo, eficiência, desenvolvimento e legalidade".

- Precisamos aprender com situações que não foram bem vistas - afirmou.

Para ela, o foco do governo nos próximos meses deve ser de retomada econômica e da credibilidade de Santa Catarina com investidores:

- A gente passou por uma instabilidade política muito forte que tirou a credibilidade do Estado.

​A nova governadora também elogiou a atuação do Tribunal de Julgamento que a absolveu das acusações no processo de impeachment que afastou Moisés, e disse que assume o Estado "diante de uma grande crise".

Questionada sobre as pressões da ala bolsonarista da Alesc em relação aos decretos da pandemia do coronavírus, Daniela ressaltou que vai seguir as recomendações dos órgãos de saúde, mas que deseja dar mais autonomia aos municípios.

— O meu compromisso é não ser a regra mais restritiva, as prefeituras têm essa autonomia.

Ainda sobre a pandemia, a governadora defendeu que "temos que isolar os doentes, não os saudáveis".

Mudanças no secretariado

Daniela afirmou que fará apenas mudanças "pontuais" no secretariado do governo, "conforme a necessidade". A primeira já foi oficializada nas primeiras horas do mandato dela, com o general Ricardo Miranda Aversa no comando da Casa Civil. Sobre ele, a governadora afirmou que a escolha foi feita pelo currículo e pela boa circulação do general em diferentes setores.

Com relação ao apoio na Alesc, Daniela disse que pretende escolher o novo líder do governo na Casa com base na afinidade e em conversa com os outros deputados. Até então líder do governo Moisés na Alesc, a deputada Paulinha (PDT) já deixou o cargo.

— Conto com a Alesc para apresentar esse nome o mais rápido possível. Quero aproveitar para agradecer a deputada Paulinha, que foi líder do governo até agora e foi também uma defensora, defendeu a mim mesmo com pensamentos diferentes durante esse processo de impedimento - disse Daniela.

 

A governadora

Daniela tem 43 anos, é natural de Maravilha, mas morou a maior parte da vida em Chapecó, no Oeste do Estado. É casada e tem dois filhos. É advogada e trabalhou na área de Direito com temas relacionados a comércio exterior até o início da vida pública e a vitória como vice-governadora na chapa encabeçada por Moisés, em 2018. Também atuou por três anos como policial militar no início da carreira e é produtora rural. Durante o mandato, fez defesas contundentes em temas que envolviam o agronegócio, como a tentativa de taxar agrotóxicos no segundo semestre de 2019.

Inocentada do processo de impeachment pelo Tribunal de Julgamento, graças a um voto do deputado estadual Sargento Lima (PSL), Daniela assume o cargo após o afastamento de Carlos Moisés da Silva. 

O afastamento tem o prazo máximo de 180 dias para o julgamento final do impeachment. Se o caso for resolvido ainda em 2020, uma nova eleição para o governo de SC será convocada. Caso o julgamento se desenrole somente no ano que vem, Daniela permanece no cargo até o fim do mandato.

 

Fonte: NSC

Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense

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