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Ibicaré Hoje no Internacional, ibicareense Djenifer Becker descreve reencontro com antiga equipe

Hoje no Internacional, ibicareense Djenifer Becker descreve reencontro com antiga equipe

Além da vitória dentro de campo, o domingo foi especial para Djenifer Becker, do Internacional. A meia do Colorado enfrentou o Iranduba pela primeira vez desde que deixou o clube amazonense, que defendia até o início do ano. Após o triunfo por 2 a 0, Djeni revelou como foi encontrar o seu ex-clube e lamentou não fazer valer uma lei bem conhecida.

- É uma sensação diferente dentro de campo. A gente sabia que seria uma partida difícil. O nível do Campeonato Brasileiro deste ano está muito alto, muito forte e, hoje, não seria diferente. Uma pena que não teve a lei do ex, mas estou feliz pelo resultado. Fomos com um objetivo claro que era a vitória e conseguimos os três pontos na tabela - declarou ao site da CBF.

Djenifer deixou o Iranduba no fim da temporada 2019 após ter se tornada a maior artilheira da equipe amazonense, com 48 gols marcados. A jogadora desembarcou em Manaus em 2016, em safra trazida pelo diretor de futebol Lauro Tentardini. Ela disputou 86 partidas pelo time, com média de 0,55 gols por jogo.

Djeni durante comemoração do gol do Inter sobre o Iranduba — Foto: Mariana Capra/Internacional

Djeni durante comemoração do gol do Inter sobre o Iranduba — Foto: Mariana Capra/Internacional

 

Nesse tempo, ajudou o clube na conquista do tricampeonato (2016, 2017 e 2018) e um vice (2019) do Amazonense, um quarto lugar no Brasileiro de 2017, além de um terceiro lugar na Libertadores (2018).

 

“Eu nunca tinha ouvido falar antes do Iranduba”. Foi assim que Djenir Becker (25) descreveu o momento em que topou o desafio de Lauro Tentardini, em fazer história pelas cores da equipe amazonense. Mais do que cumprir com o planejamento, a ex-capitã deixou um legado ao futebol feminino em Manaus, uma cidade que até então urgia por futebol.

 "Ficamos muito reconhecidas lá (em Manaus).. Se saíssemos para o mercado, por exemplo, vira e mexe vinha alguém perguntar se ficaríamos ou não no clube. Nos treinos, sempre tinham três, quatro emissoras para acompanhar. No aeroporto, a imprensa esperava por nossas adversárias. Manaus realmente viveu o futebol feminino. Isso porque a gente enfrentou o Flamengo. Que time de Manaus enfrentou no mesmo nível o Flamengo? O Santos? O torcedor de qualquer lugar é acostumado com bons jogos e bons resultados e a gente mostrou isso para eles", Djnifer Becker.

 

Antes do Iranduba

A paixão de Djeni pelo futebol começou cedo. Defendendo a escola onde estudou em Ibicaré, Santa Catarina, a atleta sempre participou de competições amadoras. Foi numa destas partidas que ela chamou a atenção do Edvaldo Erlacher, técnico na época do Kindermann e da Seleção Brasileira Sub-17. Aos 14 anos, Djeni começava sua carreira profissional. Foram 5 anos no time de Caçador e o vice-campeonato brasileiro em 2014 e o título de campeã na Copa do Brasil no ano seguinte.

Aos 20 anos, teve uma rápida passagem pelo São Paulo e, logo depois, foi para o São José, tradicional clube do futebol feminino. No interior paulista, a volante ficou por 6 meses e teve a oportunidade de jogar ao lado de sua referência, a Formiga. Em 2015, a Águia do Vale acabou vice-campeã brasileira. Para Djeni, criar metas é a chave do sucesso em sua carreira até aqui.

- Quando jogava no Kindermann, ganhei muita coisa, a Copa do Brasil, todos os campeonatos estaduais, sabia que meu ciclo ali já tinha sido encerrado. Depois fui para o São José, mas fiquei pouco tempo. Sei de um desafio, corro atrás dele e sempre busco por títulos. Acho que pensar assim te dá mais responsabilidade. Sua vontade cresce cada vez mais e você cria também uma identidade com o torcedor - explicou.

 
Djeni vestiu a camisa do Iranduba desde 2016 até o fim da temporada 2019 — Foto: Ismael/ Fotos Esportivas

Djeni vestiu a camisa do Iranduba desde 2016 até o fim da temporada 2019 — Foto: Ismael/ Fotos Esportivas

 

Títulos com a camisa verde e amarela

Antes mesmo de começar sua trajetória pelo adulto do Kindermann, Djeni já sabia como era defender a Seleção Brasileira. Em 2012, ela conquistou o título do Sul-Americano Sub-17 e, dois anos depois, o Sub-20. A primeira oportunidade com a equipe principal veio ainda aos 19 anos, em 2014, para disputar dois amistosos na Austrália contra as donas da casa. Mas ela não chegou a entrar em campo.

Sua estreia mesmo só aconteceu em 2017, com a técnica Emily Lima no comando. Djeni pôde sentir o gosto de ganhar um título pelo Brasil no Torneio Internacional da China, no mesmo ano, mas agora com Vadão à frente da Seleção. A jogadora reconhece a importância em enfrentar times internacionais e valoriza a oportunidade de defender a Amarelinha.

- Eu considero muito os títulos que ganho. Conquistar um pela Seleção é algo incrível. Acho que defender seu país é o lugar que todo atleta deseja chegar. É o topo mesmo. Pela Seleção, conquistei o Sul-Americano Sub-17, o Sub-20 e o Torneio da China. Com certeza, esses foram momentos únicos da minha carreira, jogando com as minhas ídolas. Mesmo que não seja nenhum de grande expressão, é algo que me traz muita bagagem e que fica muito marcado na minha carreira - completou.

Djeni na época da seleção de base — Foto: Divulgação

Djeni na época da seleção de base — Foto: Divulgação

O Internacional ocupa a quarta posição na tabela do Brasileiro Feminino A-1. Com 18 pontos, as Gurias Coloradas venceram seis partidas, empataram três e perderam apenas um. Já o Iranduba está na 12ª posição, com 9 pontos, e com um ponto à frente da zona de rebaixamento.

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