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Mundo Gafanhoto quase três vezes maior que o normal faz Argentina declarar alerta

Gafanhoto quase três vezes maior que o normal faz Argentina declarar alerta

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), da Argentina, declarou estado de alerta fitossanitário em todo o país nesta semana por conta de uma nova praga de gafanhotos. Trata-se de uma espécie diferente daquela que vem circulando em nuvens por diversas regiões argentinas nos últimos meses, com exemplares que podem atingir duas ou até quase três vezes o tamanho dos gafanhotos “normais”.

 Chamados de “tucuras quebracheras” (Tropidacris collaris), eles podem atingir de 10 a 13 cm de comprimento, de acordo com publicação da Universidade Nacional de Rosario, na Argentina. Já os gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata, que são os que têm circulado até agora, têm em média 5 cm. Por outro lado, os tucuras geralmente não se organizam em nuvens tão amplas, nem percorrem distâncias tão grandes quanto os gafanhotos comuns.

Segundo o Senasa, os tucuras são polífagos, ou seja, comem quase qualquer vegetal, incluindo cultivos, pastagens e flora nativa. Por conta disso, podem afetar tanto a produção agrícola quanto, indiretamente, também a pecuária, diminuindo a disponibilidade de alimento para as criações animais.

O alerta vai se estender até 31 de março de 2021, e tem como objetivo implementar medidas de manejo coordenado para diminuir o impacto da praga.

 Técnicos do Senasa detectaram avanços da praga nas províncias de Santa Fé, Entre Rios, San Luís e na localidade de Pergamino, na província de Buenos Aires. Também foi identificado um aumento populacional nas províncias de Córdoba, Santiago del Estero, Santa Fé, Catamarca, Chaco e Salta, ocasionando danos em cultivos de soja, milho, algodão e sorgo, além de causarem problemas em áreas de mata nativa e pastagens.

As regras do alerta também estabelecem a obrigatoriedade de denunciar a presença da praga de forma imediata ao Senasa. Isso vale para todos os produtores ou responsáveis por áreas de exploração agrícola e pecuária, autoridades sanitárias ou qualquer pessoa que detecte a presença do gafanhoto.

 

Fonte: Canal Rural

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