Moradora de município do Oeste de SC completa 108 anos - Radio Tropical FM 99.1
(49) 3537.0980
Telefone
(49) 99104.0013
WhatsApp
Acompanhe
nas redes sociais

Curitibanos Moradora de município do Oeste de SC completa 108 anos

Moradora de município do Oeste de SC completa 108 anos

Ultrapassar os 100 anos com saúde, bom-humor e lucidez parece um sonho impossível, mas é uma realidade para Etelvina Damiano Varella, moradora do bairro Aparecida, em Curitibanos. Nesta terça-feira (17), ela completou 108 anos, com muita disposição e boas lembranças. 

Natural de Campo Belo do Sul, dona Etelvina está em Curitibanos há quase 30 anos e, atualmente, mora com a filha Maria Zenaide Ceregatti Sauer. Habilidosa costureira quando jovem, mantém os olhos atentos e as mãos ágeis na confecção de suas peças de crochê, sem ajuda de óculos. “Como pouco, durmo bem e me mantenho ativa”, revela a centenária, que não tem “frescuras” no cardápio. “Ela come pão, ovo frito e adora uma carne gorda”, conta a filha. Segundo ela, os passeios e viagens também são apreciados pela idosa.

Mãe de 12 filhos, dona Etelvina criou outras oito crianças e já tem tetranetos. Hoje, ela recorda, em tom de brincadeira, momentos de sua juventude e seu casamento. “Casei com 19 anos e, naquela época, não sabia que tinha de dormir com o marido na lua-de-mel. No primeiro dia, passei a noite sentada, porque não tinha um quarto só para mim. No outro dia, minha cunhada me explicou que, a partir daquele dia, teria de dormir com ele”, diverte-se. 

Da infância, dona Etelvina lembra das brincadeiras de boneca com as amigas, da escola, que frequentou por menos de um ano, e da rigidez do pai. “Meu pai era um homem muito bravo e matou muitas pessoas, principalmente na guerra [do Contestado]. E nós acompanhávamos isso tudo”, conta. Já da mãe, as lembranças são mais doces. “Era uma mulher muito trabalhadora, me ensinou tudo”, afirma. 


E esse “tudo” inclui os segredos para uma vida longa e saudável, que parece um dom na família de dona Etelvina. Em 2009, ela perdeu uma prima, em Lages, com 110 anos; já a mãe, familiares contam que tinha passado dos 120 quando faleceu. “Minha mãe sempre trabalhou e eu também sempre fui costureira, trabalhando com alfaiates. Para viver bem, temos de trabalhar”, ensina a sempre jovem dona Etelvina.


Fonte: A Semana

Veja as mais acessadas