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Treze Tílias Diretor da ABCS prevê estabilidade do mercado em 2018

Diretor da ABCS prevê estabilidade do mercado em 2018

A afirmação foi feita pelo diretor executivo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Nilo Chaves de Sá, durante entrevista à Marcos Spricigo, no programa Panormada do Agronegócio.

 Ao falar das perspectivas de mercado para este ano de 2018, o diretor destacou que deve ser um ano estável, tanto nos custos e volume de produção quanto na demanda de mercado.

 Isso porque, mesmo com uma pequena quebra na 1ª safra de milho do verão, isso deve representar apenas 5 milhões de toneladas a menos do que no ano passado.

 O montante, se mantidas todas as expectativas atuais, deve ficar em pelo menos 82 milhões de toneladas nas duas safras, o que é representa o 3º melhor resultado da história.

 Além disso, explica Nilo de Sá, existe outra vantagem para 2018, que é o estoque de milho de 20 milhões de toneladas, o maior da história.

 Bem estar animal e antibióticos

 Ao falar da perspectiva do mercado de suínos a longo prazo, o diretor da ABCS fez um alerta. Segundo ele, é preciso que o produtor fique atento às novas demandas do mercado consumidor.

 De acordo com Nilo de Sá, os dois principais pontos de exigência identificados hoje são o bem-estar animal e a restrição do uso de antibióticos, que são demandas mundiais.

 Sobre o bem-estar animal, o diretor explica que um grupo técnico de trabalho deve ser formado em Brasília ainda neste mês de janeiro para dar início a formação de diretrizes que possam orientar o produtor.

 Nilo de Sá esclarece que as diretrizes não serão impostas aos suinocultores, apenas servirão de base para aqueles que desejarem adequar a produção.

 No entanto, pontua que as quatro maiores empresas de carnes do Brasil JBS, BRF, Aurora e Frimesa, já anunciaram que vão fazer a transição para essa nova demanda em 12 anos.

 Em relação ao uso dos antibióticos, Nilo de Sá explica que eles são fundamentais para sobrevivência humana e produção animal, no entanto, cada vez é mais difícil desenvolver um novo antibiótico eficaz.

 Ele alerta que o uso indiscriminado, seja por erro de prescrição ou automedicação, implica no risco do desenvolvimento de resistência ao antibiótico.

 Tendo em vista essa situação, a Organização Mundial da Saúde firmou um compromisso com vários países para que criem um plano nacional de prevenção ao desenvolvimento de resistência.

 No Brasil, os Ministérios da Saúde e de Agricultura e Anvisa, estão desenvolvendo um trabalho de conscientização.

 O maior problema de resistência, pontua Nilo de Sá, é o erro de aplicação nos humanos, seja por prescrição errada ou automedicação, mas como a pecuária é grande demandador em volume de medicação também faz parte do processo.

 O diretor da ABCS avalia que é importante mostrar a direção para qual o mercado está caminhando, mesmo sem obrigação legal. Sendo assim, é importante que o produtor busque informações, porque isso pode ser um limitante na produção no futuro.

 

 

 

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