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Geral 'Kong: A Ilha da Caveira' deixa roteiro de lado e foca em ação de qualidade

'Kong: A Ilha da Caveira' deixa roteiro de lado e foca em ação de qualidade

Filme com Tom Hiddleston, Brie Larson e Samuel L. Jackson não se preocupa com história, mas entrega maior e talvez melhor versão do primata gigantesco.

 leva nem 10 minutos para que a grande estrela de “Kong: A Ilha da caveira” apareça em (quase) toda a sua glória. O novo filme com o gigantesco primata, que estreia nesta quinta-feira (9), não é um projeto de grandes segredos, e deixa claro desde o começo seu objetivo, suas maiores forças e também suas piores fraquezas.

O diretor Jordan Vogt-Roberts estreia entre grandes produções com um longa que pode ser acusado de muitos problemas, mas nunca de ser desonesto ou tedioso. Nele, um time de cientistas e soldados, enviados direto do fim da Guerra do Vietnã, exploram a ilha que batiza o filme, sem saber exatamente que dará de cara com um gorila do tamanho de um prédio — nem que ele pode ser o menor de seus problemas.

Pela sinopse, dá logo de ver que o roteiro não é dos mais originais, e provavelmente essa nunca foi a intenção. Esqueça grandes diálogos, atuações empolgantes ou uma trama cheia de surpresas. A maior preocupação de “Kong” é criar situações em que seu astro possa brilhar, desde um confronto com um batalhão de helicópteros até às lutas pela supremacia contra outras criaturas sinistras da região.

Tanto que, em um filme repleto de astros como Tom Hiddleston (o Loki, dos filmes dos “Vingadores” e de “Thor”) Brie Larson (ganhadora do Oscar em 2016 por “O quarto de Jack”), Samuel L. Jackson (de quase todos os filmes da Marvel) e John Goodman (de “Rua Cloverfield, 10”), quem se sobressai é Kong. Esqueça o primata do longa de 2005 dirigido por Peter Jackson. "Ilha da Caveira" mostra a maior — e talvez melhor — de todas as versões do rei nos cinemas.

Para ser justo, é importante ressaltar que as falas não ajudam nada os atores. Há diálogos que fazem tão pouco sentido que é legítimo não saber se o problema estava no roteiro ou aconteceu na sala de edição, como se pedaços perdidos de frases de efeito tivessem sido coladas sem grande preocupação com detalhes como coerência ou verossimilhança. Nas bocas de gente do calibre de Hiddleston e Larson, chegam a causar uma boa dose de vergonha alheia.

É até irônico. Em uma ilha com aranhas gigantes, aves carnívoras e um símio de mais de 30 metros de altura, quem diria que o maior perigo ao estrelado elenco seriam maus roteiristas, não é mesmo?

Em uma época em que universos cinematográficos integrados garantem bilhões à Marvel e à Disney e todo estúdio sonha com um para chamar de seu, esta é a mais nova tentativa da Warner para construir o próprio (já que o da DC ainda não é garantia de retorno como o da rival).

“Kong: A Ilha da caveira” é um belo filme de ação, que merece ser visto em uma grande tela acompanhado de um balde de pipoca ainda maior, e que cumpre bem sua proposta de dar início a uma ambiciosa saga de monstros gigantes para a Warner. Godzilla vem aí — e o bicho vai pegar.

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