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Brasil Megaoperação contra pedofilia prende mais de 100 pessoas pelo País

Megaoperação contra pedofilia prende mais de 100 pessoas pelo País

Cerca de 100 pessoas acusadas de pedofilia foram presas nesta sexta-feira em 24 Estados e no Distrito Federal em um operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, considerada pelo governo como a maior da história do País e uma das maiores do mundo contra esse tipo de crime.

A Justiça expediu no total 178 mandados de busca e apreensão, e nesse tipo de crime os acusados costumam ser presos em flagrante à medida que os arquivos com imagens de pornografia infantil são encontrados em seus computadores.

Participaram da ação mais de 1.100 policiais dos 24 Estados envolvidos e do DF, além da Polícia Federal, e a maioria das prisões ocorreu em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. As investigações começaram há cerca de seis meses e contaram com a colaboração de autoridades norte-americanas e europeias.

"Essa é uma operação permanente e mais mandados podem ser expedidos no futuro", disse a jornalistas o ministro da Justiça, Torquato Jardim, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

"Os seis crimes que o Brasil tem que enfrentar são transnacionais, como drogas, armas, financeiro, tráfico de pessoas, terrorismo e cibernético. Isso é uma prática constante", acrescentou.

De acordo com o ministro, a PF ainda investiga se há correlação entre os suspeitos detidos na ação desta sexta-feira e se eles fariam parte de alguma quadrilha internacional de compartilhamento de pornografia infantil em redes da internet do tipo "deep web", o chamado "submundo" da internet usado para se tentar evitar o rastreamento das informações.

Segundo as investigações, algumas imagens pornográficas eram terceirizadas e hospedadas em computadores de pessoas inocentes para despistar e evitar flagrantes.

O ministro da Justiça não descartou a possibilidade de pessoas presas nesta sexta-feira terem ligação com quadrilhas internacionais que praticam outros tipos de crimes. "Vai se investigar se há ligação com o tráfico de drogas, como acontece comumente em outros países", disse.

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