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Oeste Catarinense Polícia Civil prende marido que teria forjado o suicídio da esposa no Oeste

Polícia Civil prende marido que teria forjado o suicídio da esposa no Oeste

A Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia de Coronel Freitas realizou operação na tarde de hoje (22/05/17), nesta cidade, para cumprimento de um mandado de prisão preventiva em desfavor de I. A. F. (27 anos de idade) e dois mandados de busca e apreensão referentes a um bárbaro caso de homicídio qualificado/feminicídio  ocorrido no dia 21/04/17, que fora registrado como sendo um SUICÍDIO.

O caso:

No dia 21/04/17 foi registrado na CPP de Chapecó o boletim de ocorrência de suicídio em que teria sido vítima a Sra. G. V. DA R., (21 anos de idade), onde segundo relatado pelos familiares ela teria efetuado um disparo de arma de fogo na "testa" e pouco tempo depois veio a óbito no Hospital de Coronel Freitas/SC.

A Polícia Civil foi acionada e juntamente com o IGP foram realizadas as diligências necessárias na residência da vítima, local onde supostamente ela teria cometido suicídio, sendo constatado que arma de fogo utilizada havia desaparecido.

Instaurado o Inquérito Policial para apurar os fatos, a Polícia Civil  imediatamente verificou algumas circunstâncias que chamaram atenção e logo se descartou a possibilidade de ter ocorrido um suicídio.

Além da arma de fogo ter desaparecido, o laudo pericial de exame necroscópico demonstrou através das fotos que a lesão produzida por disparo de arma de fogo na vítima foi em sua "testa", quando estaticamente os casos de suicídio apontam que as vítimas acabam por efetuar o disparo de arma de fogo na têmpora, abaixo do queixo ou ainda dentro da boca, já que para posicionar a arma de fogo em direção à testa é extremante difícil e desconfortável.

No dia dos fatos, a vítima estava tendo um dia comum, seguindo a mesma rotina de sempre, iniciando inclusive o preparo do almoço. Porém, tanto pelas estatísticas, como pela experiência em casos de suicídio, é sabido que as vítimas realizam todo um preparo, como se um ritual fosse, para depois tirar a própria vida e não começaria a cozinhar e de repente pegaria uma arma de fogo e ainda, dentro da cozinha, atiraria na própria cabeça.

O laudo pericial de exame necroscópico necessitou de uma complementação importantíssima para afastar definitivamente a possibilidade de estarmos diante de um suicídio. Requisitada esta complementação pela Polícia Civil, o médico legista perito do IGP/IML prontamente confeccionou a complementação e concluiu que a vítima não apresentava lesão produzida por disparo de arma de fogo decorrente de um "tiro encostado", que é característico em casos de suicídio com o emprego de arma de fogo.

O "tiro encostado" é aquele em que a boca do cano da arma se apóia no alvo, possibilitando que a lesão seja produzida pela ação do projétil e dos gases resultantes da deflagração da pólvora, assim como o "tiro a curta distância" que também apresenta sinais característicos decorrentes dos gases e resíduos de combustão da pólvora expelidos pelo cano e neste caso, a vítima apresentava uma lesão produzida por "tiro distante ou tiro à distância", que não possui nenhum dos sinais secundários citados acima.  

Portanto, diante da conclusão de estarmos diante um crime de homicídio/feminícidio e não de um suicídio, após a realização de intensas diligencias investigativas, apontou-se a existência de um único suspeito, que era o "marido" da vítima, pois conforme provas já produzidas, ele foi o primeiro e único a ter contato sozinho com a vítima e teria saído da residência correndo e gritando "que ela havia se atirado".

Diante deste contexto, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva do marido da vítima e pela expedição de dois mandados de busca e apreensão para localizar a arma de fogo utilizada no crime, tendo manifestação favorável do Ministério Público e pronto deferimento pelo Poder Judiciário da Comarca.

Foram cumpridos os mandados de busca e apreensão na casa do investigado e de sua genitora, porém, a arma de fogo utilizada no crime não foi localizada.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido no local de trabalho do investigado, sendo este conduzido até a Delegacia de Polícia de Coronel Freitas para prestar interrogatório, momento em que negou ser o autor do crime e após, foi encaminhado ao Presídio Regional de Chapecó, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

O Inquérito Policial que apura o caso será concluído no prazo de 10 (dez) dias.

 

 

Fonte:Assessoria de Imprensa da Polícia Civil

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